quarta-feira, 1 de abril de 2015

A intolerância e o preconceito do neo-ateísmo


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O trecho abaixo é extraído de meu livro: "Deus é um Delírio?"
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Um ateu poderia ainda objetar que esta perseguição não ocorre em países ocidentais considerados “livres”, como os Estados Unidos ou mesmo o Brasil. Isto é verdade somente em parte. É lógico que a perseguição física dificilmente pode ser imposta em um país majoritariamente religioso, e por esta mesma razão os marxistas optaram por uma outra estratégia no Ocidente: o extermínio da cultura cristã. Os cristãos são perseguidos, não fisicamente, mas culturalmente. São ridicularizados, são alvos de deboche, escárnio, zombaria.

Este é o primeiro passo que prepara o terreno para o segundo nível, o da perseguição física. Esta última só será implantada aqui quando o país for majoritariamente irreligioso e tiver a mesma mentalidade de ridicularização à fé cristã que levou ao extermínio de mais de 100 milhões de religiosos no último século. Primeiro se prepara o terreno, depois se organiza o ataque. Foi assim que ocorreu em todos os países que implantaram revoluções socialistas e que terminaram em genocídio. O mesmo processo está ocorrendo neste momento no Ocidente, estimulado pelo discurso de ódio propagado por Dawkins e pelos outros neo-ateus.

No Rally da Razão, que ocorreu em 2012, em Washington, vinte mil ateus ouviram o palestrante Richard Dawkins incentivando a zombaria e o deboche às crenças religiosas, dizendo[1]:

“Não sucumba à convenção de que devemos ser todos ‘muito polidos’ para falar sobre religião (...) A religião faz afirmações específicas sobre o Universo que precisam ser fundamentadas, e precisam ser questionadas – e, se necessário, precisam ser ridicularizadas com desprezo (...) Por exemplo, se eles afirmem serem católicos: você realmente acredita que, quando um padre abençoa uma bolacha, ela se transforma no corpo de Cristo? Você está me dizendo a sério que acredita nisso? Você está seriamente afirmando que o vinho se transforma em sangue?”

Em caso de resposta positiva, Dawkins sugere:

“Caçoe deles! Ridicularize-os! Em público! Aqueles que sustentam as doutrinas de sua fé devem ser abertamente ridicularizados!”

Dawkins deveria ser o último a ter o direito de falar sobre o “preconceito” que os ateus sofrem, uma vez que ele é o maior disseminador de ódio, preconceito, intolerância e discriminação que existe – contra os religiosos. Com que moral alguém que pede a vinte mil ateus para zombar e escarnecer dos cristãos vem falar de “preconceito” dos cristãos contra os ateus? Isso é repugnante e absurdamente hipócrita. Dawkins falando contra a intolerância parece tão honesto quanto Fernandinho Beira-Mar falando contra as drogas, ou José Dirceu falando contra a corrupção.

Em Deus, um delírio, Dawkins exibe esta mesma visão intolerante e preconceituosa, embora de uma forma não tão explícita quanto em suas palestras aos jovens ateus. Ele chega a citar uma declaração do escritor e comediante ateu Douglas Adams, que disse:

“Se alguém vota em um partido com o qual você não concorda, você pode discutir sobre isso quanto quiser; todo mundo terá um argumento, mas ninguém vai se sentir ofendido. Se alguém acha que os impostos devem subir ou baixar, você pode ter uma discussão sobre isso. Mas, se alguém disser: ‘Não posso apertar o interruptor da luz no sábado’, você diz: ‘Eu respeito isso’”

A única conclusão que podemos tomar depois de uma declaração dessas é que não devemos respeitar aqueles que guardam o sábado. Um claro exemplo de falta de respeito, ou, em termos mais claros, de intolerância. Eu até imagino como Dawkins quer que seus pupilos tratem um sabatista:

“Você não pode apertar o interruptor de luz no sábado? Você está me dizendo a sério que acredita nisso? Você é um idiota, como pode crer numa coisa dessas? Eu não respeito isso!”

Isso é muito pior do que os discursos religiosos mais radicais, que vez por outra acabam mesmo passando uma noção de intolerância, mas que quase nunca chega tão perto de zombar e desrespeitar aqueles que têm uma visão diferente, seja ela religiosa ou irreligiosa. O zelo que os religiosos têm em converter os desconvertidos nem se compara ao empenho absolutamente proselitista que Dawkins tem em seu fundamentalismo neo-ateu, no desespero em alcançar novos “fieis” que não respeitam nada nem ninguém que inclua “Deus” no nome.

O filósofo Olavo de Carvalho fala muito bem sobre o ódio disseminado por Dawkins na cabeça dos novos ateus, dizendo:

“Quando o sr. Dawkins se diz avesso ao uso de meios violentos para extinguir as religiões, mas propõe os mesmos objetivos ateístas que há dois séculos buscam realizar-se precisamente por esses meios, ele sabe perfeitamente que a ênfase do seu discurso, e portanto seu efeito sobre a plateia, está na promoção dos fins e não na seleção dos meios. Voltaire, quando bradava ‘esmagai a infame’, negava estar incitando quem quer que fosse à violência física contra a Igreja Católica. Mas, quando os revolucionários de 1789 saíram incendiando conventos, destripando freiras e decapitando bispos, era esse grito que ecoava nos seus ouvidos e saía pelas suas bocas.
Se a religião é, segundo o sr. Dawkins, ‘o maior de todos os crimes’, a matança de todos os religiosos terá sempre o atenuante da gravidade menor e o da sublime intenção libertadora. Quando no começo do século XX Edouard Drumont escrevia ‘La France Juive’, ele não tinha em mente nenhuma crueldade a ser praticada coletivamente contra os judeus. Mas é impossível ler hoje suas páginas sem sentir o cheiro das câmaras de gás. Uma única e breve página vagamente anti-semita escrita por Winston Churchill na juventude precipitou-o numa tal crise de arrependimento, diante da ascensão do nazismo, que isso decidiu o restante da sua vida de líder e combatente.
Drumont, que morreu em 1917, não poderia ter adivinhado o destino que os leitores dos seus livros dariam aos judeus. Mas o sr. Dawkins não precisa adivinhar o futuro para calcular o efeito de suas palavras: ele conhece a história do século XX, ele sabe a que resultados levam não somente as propostas explícitas como a de Lenin, ‘varrer o Cristianismo da face da Terra’, mas também o anticristianismo mais sutil, mais sofisticado de um Heidegger, que, pretendendo expulsar Deus para fora da metafísica, convocou Adolf Hitler para dentro da História.
O homem que, sabendo de tudo isso, se oferece para gravar programas de TV que apresentam a religião como a raiz de todos os males, como se os mais amplos morticínios da História não fossem males de maneira alguma, esse homem é simplesmente um apologista do genocídio, um criminoso vulgar como qualquer neonazista de arrabalde”[2]

Toda a perseguição aos cristãos que já ocorreu na história não foram eventos que surgiram repentinamente e, sem razão alguma, alguém pensou: “Que tal matar os cristãos?”. Não. O genocídio sempre veio depois de um discurso de ódio, e Dawkins tratou de ressuscitar o mesmo discurso de ódio presente em Marx, em Stalin, em Hitler, em Lenin, em Pol Pot, em Mao Tsé-Tung e em tantos outros firmes combatentes da religião.

Marx, inclusive, sustentou que “as classes e as raças muito fracas para enfrentar as novas condições de vida devem retirar-se (...) elas devem perecer no Holocausto revolucionário[3]. É claro que Marx incluía a religião ali, que ele considerava “o ópio do povo”[4]. É este discurso de “ateus fortes; religiosos fracos” – que conduziu ao genocídio nos últimos dois séculos – que é resgatado criminosamente por Dawkins em pleno século XXI.

Mas Dawkins não está sozinho nesta onda de preconceito, intolerância e perseguição aos religiosos na América. Seus companheiros do neo-ateísmo são tão ou mais radicais que ele, quando o assunto é o escárnio. Sam Harris, por exemplo, mostrou com que respeito que os ateus devem tratar os cristãos:

“A ridicularização pública é um princípio. Uma vez que você deixa de lado o tabu que é criticar a fé e exige que as pessoas comecem a falar com sentido, então a capacidade de fazer as certezas religiosas parecerem estúpidas, fará nós começarmos a rir na cara das pessoas que acreditam aquilo que Tom DeLays, que Pat Robersons do mundo acreditam. Nós vamos rir deles de uma maneira que será sinônimo de excluí-los do nossos salões do poder”[5]

Isso se reflete perfeitamente na atitude dos ateus que seguem tal ideologia, que são sempre muito mais preconceituosos aos cristãos do que os cristãos a eles. Aqui no Brasil, um famoso canal no YouTube chamado “Porta dos Fundos” (liderado pelo ateu Fábio Porchat) rotineiramente faz piada dos cristãos e da fé em Deus, inclusive zombando da crucificação de Jesus, em uma afronta direta ao Cristianismo[6].

Não sou da turma que diz que não se pode fazer piada envolvendo questões de fé, mas há limites para tudo. Se o filho de um dos integrantes deste canal fosse assassinado a facadas e mais tarde alguém publicasse um vídeo de “comédia” onde zomba da morte do indivíduo com uma faca na mão e fazendo piadas, não há dúvidas de que ninguém levaria tal “humor” na esportiva, e que logo no dia seguinte tal pessoa estaria atolada de processos e a mídia toda a condenaria. Mas como o sujeito em questão é Jesus e os escarnecidos são os cristãos, não veem problema em zombar da crucificação de Cristo.

Há até uma página no Facebook chamada “Jesus devia ter apanhado mais”, que tem nada a menos que 2.666 curtidas até o momento e que, embora tenha sido denunciada várias vezes, o Facebook se recusa terminantemente a tirá-la do ar. Mas se um bebê é agredido até a morte pelo pai, ou uma criança é lançada pela janela, ou um jovem é torturado até a morte, ou um adulto é assassinado em campos de concentração e alguém faz uma página dizendo que a pessoa em questão deveria ter apanhado ou sofrido mais, a página não apenas é excluída, mas o autor é preso se for encontrado, e a mídia toda faz questão de colocar em foco tal atitude monstruosa e repulsiva.

Há diversos sites ateus que não se preocupam com outra coisa a não ser zombar da fé em Deus e dos cristãos em geral, chamando os cristãos de imbecis e incentivando o ódio e a violência, muitos deles incentivados pela própria ATEA (Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos), que está repleta de mensagens preconceituosas em sua página oficial no Facebook e que chegou até a publicar uma imagem de um menino mutilado em guerra escrevendo: “Fuck you God”:

  
Eles não têm mais um mínimo de dignidade e são capazes de chegar ao mais baixo nível quando o assunto é o ataque e difamação à fé cristã. O blogueiro Luciano Ayan ainda desmascarou a mesma foto e mostrou a montagem descarada que fizeram em torno dela, dizendo:

“A imagem acima mostra um garoto com mutilações escrevendo a expressão ‘Fuck you God!’ em um caderno. Extrema capitalização política deles, certo? O problema é que existem uma fraude na imagem. Note que o caderno tem linhas. Por que  apenas a parte onde está a expressão ‘Fuck You’ não contém linhas também? Eu devia agradecimentos ao Emerson Oliveira, do Logos Apologética, por ter apontado a fraude. Mas a coisa ficou ainda mais constrangedora para os neo ateus quando o Macartista (também leitor deste blog) descobriu que a foto original não tem nenhuma conotação religiosa. A foto data de 2005, e foi vencedora do prêmio Pulitzer. O garoto é um iraquiano ferido em um bombardeio aéreo”[7]

A foto original é essa aqui:


Em outra postagem da página oficial da ATEA, aparece a imagem de um menino orando, com a legenda: “Querido Deus, vai tomar no...[8] (com a diferença de que eles não colocaram as reticências...). Esse é o nível da maior organização ateísta do Brasil – e eles ainda querem ficar chorando, exclamando para a sociedade que “os ateus sofrem preconceito”, e se vitimizando o tempo todo, quando na verdade esses militantes neo-ateístas são os maiores propagadores de ódio e de preconceito do mundo. Basta ver a forma com a qual eles estão sempre se referindo aos cristãos, e comparar com a forma com a qual nós nos referimos a eles. Um dos sites ateus mais conhecidos do Brasil (ateus.net) fez uma charge onde afirma que a causa da religiosidade é a falta de cérebro[9]. Outro ateu muito conhecido, dono da página “ateísmo.net”, publicou imagens onde incentiva os seus seguidores a queimar igrejas e a destruir Bíblias. Vejamos algumas dessas postagens “engraçadíssimas” e super “tolerantes”:



Na primeira imagem vemos uma igreja pegando fogo (algo muito sugestivo, já que os ateus queimaram literalmente mais de 41 mil igrejas das 48 mil existentes entre 1917 e 1969, na União Soviética), e na segunda imagem vemos uma Bíblia jogada na privada. Essa é a “tolerância” e o “respeito” demonstrados por aquelas mesmas pessoas que dizem que os ateus “sofrem preconceito” em nossa sociedade.

A ATEA segue fazendo constante apologia ao assassinato de religiosos cristãos. Luciano Ayan denunciou em seu site um post da ATEA onde eles incentivam explicitamente o homicídio do pastor Marco Feliciano. Após a imagem do pastor assassinado, uma legenda aparece, onde está escrito: “Uma nova era começou... e ela veio para ficar”[10]. Se essa “nova era” começa com o assassinato de cristãos, como será que ela vai terminar? Os cristãos foram e são executados em todos os países oficialmente ateus – foi assim na União Soviética, foi assim na China e continua assim na Coreia do Norte. Eles só querem trazer este mesmo terrorismo neo-ateu para o nosso país também. Essa é a “nova era”. Esse é o “novo ateísmo”.

Se você entrar em uma página oficial de alguma igreja cristã, só encontrará mensagens de fé e de amor. Ninguém ali está preocupado em incentivar o ódio aos ateus ou a violência contra descrentes. Na verdade, eles nem estão preocupados com os ateus, simplesmente vivem suas vidas e deixam eles viver a deles. Mas se você entrar na página oficial da ATEA, não encontrará nada além de deboche, ridicularização e escárnio à fé cristã, além de ofensas gratuitas aos crentes e de incentivo ao ódio e a violência contra religiosos. Essa é a diferença entre o Cristianismo e o ateísmo: este não tem absolutamente nada de útil a oferecer, mas é simplesmente uma desconstrução tacanha daquele.

Este neo-ateísmo é preconceituoso desde os mais conceituados até os menos conceituados, desde o “clero” ateu até a “plebe” ateia. Quando Bill Maher (um neo-ateu que produziu um documentário antirreligioso chamado “Religulous” e que tem um programa na TV americana) foi inquirido sobre o fato de bilhões de pessoas crerem em Deus, ele respondeu: “Bilhões de pessoas são estúpidas”[11]. O neo-ateísmo é isso mesmo: se você não é ateu como eles, é um estúpido. É um show de preconceito, ódio e intolerância do início ao fim. Se um dos maiores ícones ateus do mundo é assim, imagine como são os outros (a plebe).

Onde quer que haja um neo-ateu debatendo na internet, o nível moral é mais baixo do que a porca imersa na lama. Nos debates entre neo-ateus e cristãos, a coisa mais comum que se vê é o cristão debatendo na base dos argumentos, sem apelações, e um neo-ateu chegando em seguida vomitando todo o seu ódio e preconceito contra a fé. Enquanto uma evangélica dizia crer em Deus, o ateu atacava na base do “sua crentelha retardada cega” (eles costumam dizer coisas bem piores, fiz questão de usar um exemplo comum light). Eu poderia passar o resto do livro inteiro citando exemplos, mas me limito a citar um único caso dentro de um único vídeo preconceituoso em um canal neo-ateu, que creio que exemplifica bem o quadro geral do que vemos por aí:


Um neo-ateu diz: “É sempre bom ouvir pessoas que pensam, e não ovelhas sem cérebro”. E o outro neo-ateu, impressionado com tamanho exemplo notório de intelectualidade da mais alta e fina retórica, responde dizendo: “Quem dera houvesse mais livres pensador (sic) como você, Mario!”. Neo-ateísmo é isso: você chama os cristãos de “ovelhas sem cérebro”, e automaticamente já é elevado ao patamar de “livres pensador” (sic), um crânio, um intelectual, um filósofo, um deus. É por isso que não me impressiona que essas crias de Dawkins o admirem tanto.

Não há ninguém melhor para falar sobre a intolerância dos neo-ateus do que o cientista político Luciano Ayan, e isso por uma razão bem simples: ele é ateu! Contudo, mesmo como ateu, ele compara a tolerância cristã com a neo-ateísta, e comenta:

“Mesmo que eu não creia na religião tradicional, e defenda muitos pontos de vista dos quais a maioria dos teístas discorda (exemplo: direito ao casamento gay, aborto e eutanásia), consigo dialogar sobre minhas divergências com eles de maneira elegante e lúcida. Com os neo-ateus é exatamente o contrário: basta discordar de qualquer um dos dogmas pregados por eles, ou propostas que eles apresentem para ‘salvar o mundo’, que simplesmente vão à loucura. A partir daí, com o conhecimento da dinâmica social, basta jogar com a emoção deles, pois estão emocionalmente apegados às suas crenças de ‘salvação da humanidade’, e já são incapazes de pensar racionalmente suas ações.
É possível conviver em um mundo com as crenças teístas, pois teístas geralmente são abertos a discussão. Foi no seio de uma cultura ocidental cristã que se criou o secularismo e uma sociedade onde opiniões divergentes poderiam ser discutidas. Algo impossível de ocorrer em uma sociedade que for dominada por humanistas, incapazes de discutir qualquer assunto (a não ser que sua agenda esteja sendo atendida, claro), pois passam a se achar como ‘salvadores do mundo’, imbuídos de tal autoridade moral que os incapacita a ver o mundo como ele é, bem como a conviver com a opinião contrária. Hoje em dia não se usa mais o termo herege para quem é ateu. Mas quem quiser, sendo ateu ou não, renegar o humanismo, pode se considerar um herege e subversivo”[12]

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

(Trecho extraído do meu livro: "Deus é um Delírio?")


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[3] Marx People’s Paper. April 16, 1853; citado também no Journal of the History of Ideas, Vol. 12, n.1, 1981.
[4] Crítica da Filosofia do Direito de Hege, publicada em 1844.
[5] Em entrevista dada por Sam Harris ao site Truthdig.

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