quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Como explicar o mal?


------------------------------------------------------------------------------------------------
O trecho abaixo é extraído de meu livro: "As Provas da Existência de Deus", de autoria minha e de Emmanuel Dijon, disponível gratuitamente para download
 ------------------------------------------------------------------------------------------------


Talvez o ataque mais frequente dos ateus a Deus seja a existência do mal. Diariamente vemos relatos de pessoas sendo assassinadas, tsunamis varrendo cidades inteiras, genocídios em massa, mortalidade infantil, crianças morrendo de fome na África, inocentes sendo presos e pessoas honestas sendo maltratadas. Qualquer um que olhe este quadro poderá pensar: Onde está Deus em meio a isso tudo? Por que Deus criou o mal?

Em primeiro lugar, é importante ressaltar algo: Deus não criou o mal. Alguém poderá objetar, dizendo: se Deus criou tudo, como ele não criou o mal? Acontece que o mal não é algo físico para ter sido “criado. O mal não é como uma maçã que Deus poderia ter criado ou não. Você não pode ter um “pote de mal. O mal não possui existência própria, mas é a ausência do bem. Como já vimos neste livro, Deus é o Bem máximo, a personificação da bondade. A Bíblia confirma isso dizendo que Deus é amor (1Jo.4:16), e não que ele tem amor. Se Deus é a personificação do bem, então o mal, como a ausência do bem, nada mais é senão a separação de Deus – estar afastado dEle.

Quando Deus criou o mundo originalmente, tudo o que existia era bom, inclusive o homem (Gn.1:31). Deus não criou o homem “mal. Mas Deus também não criou robôs para estarem pré-ordenados a o amarem e o seguirem como se fossem simples marionetes. Deus quis criar o homem não para que este fosse um boneco sem vida própria nem livre arbítrio, mas para que este pudesse escolher entre o bem e o mal (Gn.2:16,17), isto é: entre amá-lo ou se afastar dele.

Se existisse apenas a opção de fazer o bem, o homem seria como um mero robô. Não amaríamos a Deus por opção, mas por obrigação, por não ter escolha. Ora, só se ama alguém se há a possibilidade de não amar. Se você é pai ou mãe e tivesse de escolher entre ter um filho humano com livre arbítrio e liberdade própria para decidir amá-lo por vontade própria ou então um robô motorizado e já programado de antemão a apenas seguir ordens sem escolha pessoal, eu tenho certeza que você optaria por um filho humano e livre. Deus também. Ele criou seres livres para escolherem entre o bem (Deus) e o mal (ausência de Deus).

Mas o homem, por seu próprio livre arbítrio, optou pelo mal (Gn.3:6). Neste momento, houve uma separação entre a humanidade e Deus. Deus criou o homem livre para escolher entre o bem e o mal, e nós preferimos escolher o mal. A partir daí começa a existir aquilo que teologicamente chamamos de pecado. O pecado nada mais é senão a prática do mal. O homem ficou morto em seus próprios pecados a partir do momento em que optou por ele.

Mas Deus não ficou sem resposta. Se o homem se separou de Deus, havia a necessidade de religá-lo a Ele. É daí que vem a palavra “religião, do latim religare. Mas como? Um simples ser humano não poderia reconciliar o homem com Deus, pois o homem estava morto em seus próprios pecados. Por isso Deus enviou Seu filho unigênito em forma humana, para efetuar essa reconciliação do homem com Deus (Rm.5:10), para colocar em ação esse religare. Assim, todos aqueles que creem na obra salvífica de Cristo e que optam livremente por segui-lo estão sendo religados a Deus, enquanto aquele que deliberadamente o rejeita continua separado dEle. Eis aí o plano de salvação.

Mas isso ainda não explica o porquê que Deus permite o mal[1]. Se Deus não é o autor do mal, ele o tolera, pois é onipotente e mesmo assim não acaba com o mal de uma vez por todas. Esse era o paradoxo de Epicuro. Para ele, o fato de Deus ter conhecimento de todo o mal e poder para acabar com ele e mesmo assim não o faz implica que ele não é onibenevolente. Contudo, se Deus quisesse mesmo acabar com o mal, ele teria que começar com você e comigo.

Por quê? Porque, como já vimos, o mal não é um objeto criado em algum lugar, como uma laranja que comemos e desaparece, ou como um copo de vidro que quebramos e que chega ao fim. O mal só existe por existirem os que praticam o mal. Dito em termos simples, para Deus eliminar o mal, ele terá antes que eliminar as pessoas que praticam o mal. Enquanto pessoas que praticam o mal continuarem existindo, o mal continuará em existência. Deus prometeu extinguir o mal, mas isso está reservado para o futuro (Ap.21:4). Enquanto isso, o mal continua porque Deus não deseja extinguir todas as pessoas, mas as ama e deseja dar a todos uma oportunidade de salvação, para que possam herdar a vida eterna em Seu Reino.

Quando dizemos que para Deus eliminar o mal ele teria antes que eliminar todas as pessoas, não estamos excetuando ninguém. Muitos podem pensar que isso só teria que acontecer com pessoas muito más, com os pedófilos, os bandidos, os corruptos, os déspotas e genocidas da humanidade, mas qualquer pessoa pode praticar o mal em potencial. Se você olhar para a sua própria vida e tentar lembrar-se dos momentos de maior sofrimento, verá que muitas vezes ele foi causado por alguma pessoa do seu círculo de convivência, como um parente ou um amigo.

E se você parar para pensar mais um pouquinho, verá também que muitas vezes você mesmo fez mal a alguém. Aquele que é perfeito e que nunca fez mal a ninguém, que atire a primeira pedra. Todos nós somos pecadores, todos nós praticamos o mal diariamente, ainda que em intensidades diferentes. É por isso que a Bíblia diz que todos pecaram (Rm.3:23) e que não há nenhum justo (Rm.3:10), porque justo mesmo só existiu um: Jesus Cristo. E é por isso que é mediante a fé nele, isto é, no único justo, que nós podemos ser justificados, e não mediante a fé em nós mesmos, a confiança em nossos próprios méritos e em nossas próprias boas obras. Disso decorre a famosa frase: “só Jesus salva, baseada em Atos 4:12.

Portanto, se Deus fosse eliminar o mal da Sua criação (e Ele irá, mas não agora), ele teria que eliminar todas as pessoas do mundo todo, que não estivessem justificadas em Cristo. Enquanto isso, ele continua dando o livre arbítrio a todas as pessoas decidirem entre viver a vida de Cristo ou viver a sua própria vida. Aquelas que decidem viver por Cristo e colocam a sua fé nEle, a justiça deste único homem justo – Cristo Jesus – lhes é imputada, e consequentemente elas são salvas (herdam uma vida eterna), enquanto que as outras pessoas terão o destino que naturalmente merecem (a morte eterna, a eliminação do mal que implica na eliminação dos que praticam o mal).

Mas por que Deus não faz isso já hoje? Por que temos que continuar sofrendo até a volta de Jesus? Porque o principal objetivo de Deus não é a salvação do sofrimento humano, mas a salvação da alma humana. Cristo veio ao mundo para nos libertar de nossos pecados, e não para nos libertar de nossos “romanos. Ele esperará até que o evangelho chegue a todas as nações para que todos tenham oportunidade de salvação (Mc.13:10), e então virá o fim e a regeneração de todas as coisas (Mt.19:28), quando, aí sim, não haverá mais o mal e o sofrimento.

Além disso, quando Deus criou o homem, Ele lhe deu a autoridade sobre a terra:

Os céus são os céus do Senhor; mas a terra a deu aos filhos dos homens (Salmos 115:16)

Deus é Todo-Poderoso e tem todo o poder sobre o Céu e sobre a Terra, mas a autoridade da terra foi confiada ao homem. O que está em jogo aqui não é o poder, mas a autoridade. Deus criou Adão e Eva no Jardim do Éden e disse: “cuide desse Jardim (Gn.2:15). Da mesma forma, Deus criou a humanidade sobre a terra e disse: “vocês tem a autoridade sobre a terra. Por isso, os males que acontecem na terra não são culpa de Deus, mas daquele que tem autoridade sobre a terra: o homem.

Ao invés de culparmos Deus pela fome na África, nós deveríamos fazer algo de útil pelos necessitados e ajudarmos a acabar com a fome no mundo. Deus nos deu todos os recursos necessários a isso. Na verdade, mesmo com o ser humano devastando a maior parte das florestas e desperdiçando inutilmente grande parte dos recursos naturais, ainda assim temos recursos suficientes para que ninguém morra de fome no mundo – esses recursos são simplesmente mal distribuídos.

E quem é que distribuiu errado? Deus ou o homem? O homem. Deus criou o homem, lhe deu autoridade sobre a terra e o livre arbítrio para escolher entre o bem e o mal. Deus deu todos os recursos necessários para acabar com a fome no mundo, mas o homem, por mau uso do seu próprio livre arbítrio, prefere gastar inutilmente os recursos, investindo bilhões com guerras e em armas nucleares, deixando pouca gente com muitos recursos e muita gente com poucos recursos e, consequentemente, permitindo que muitos morram de fome, por nossa própria culpa.

Então, antes de apontarmos o dedo contra Deus e colocarmos nEle a culpa pelos males da humanidade, deveríamos rever sobre quem realmente está com a culpa. Deus criou o mundo perfeito, perfeitamente habitável, com rica vegetação, abundantes recursos, sem miséria, sem nenhuma desgraça natural. Mas o homem usa seu livre arbítrio para desmatar a natureza, destruir a camada de ozônio, poluir o ambiente, se encher de vícios, pensar mais no bem de si mesmo do que no bem do próximo... e depois ainda arruma espaço para dizer que a culpa é de Deus, que entregou tudo perfeito ao homem!

É como se você desse uma empresa para o seu filho administrar, e nesse meio-tempo ele toma as piores decisões possíveis, demite errado os funcionários, quebra o caixa da empresa, a leva à falência e às dívidas, e depois coloca a culpa em você por ser o dono! Essa mania de colocar a nossa própria culpa em outro (neste caso, em Deus) é muito mais comum do que se pensa. Quantas vezes nós erramos e colocamos a culpa em outra pessoa? Quantas vezes já usamos como pretexto o erro do próximo para justificar o nosso? Se fazemos isso com seres humanos, com Deus não é diferente. De fato, quando o primeiro homem (Adão) pecou, ele não assumiu sua culpa e responsabilidade, mas disse:

Foi a mulher que tu me deste por companheira que me deu do fruto da árvore, e eu comi (Gênesis 3:12)

Adão não assume sua culpa pelo pecado cometido, mas joga a responsabilidade nas costas de Eva e do próprio Deus, o que fica implícito no fato de ter dito a mulher que tu me destes, querendo dizer: se você não tivesse me dado Eva como mulher, eu não teria pecado! - esquecendo-se de que foi em resposta ao próprio Adão que se sentia solitário que Deus lhe deu uma mulher (Gn.2:23). Eva também não ficou por menos: colocou a culpa na cobra (Satanás).

Desse primeiro relato do primeiro casal já conseguimos ver claramente aquilo que até hoje é comum: colocarmos a culpa no próximo, em Deus e no diabo, ao invés de assumirmos nossos próprios erros. Somos nós que administramos mal essa terra e que somos responsáveis pelo o que acontece de ruim aqui, e não Deus. É claro que não estamos sendo deístas e dizendo que Deus não pode intervir na natureza. Ele pode. Tanto pode que até hoje se veem milagres por todas as partes, sendo o maior deles a ressurreição de Jesus.

Mas, como o homem tem a autoridade sobre a terra, ele atua através dos seres humanos, e não interdependentemente. Deus não precisa do homem, mas ele quis dar a terra de “presente” a ele. Se dependesse apenas da vontade de Deus, todo o mal que há no mundo acabaria no próximo segundo. Mas quando Deus intervém na terra, ele o faz em resposta a uma atitude humana.

Até mesmo quando ele enviou chuva sobre Israel que estava sete anos em seca, ele levantou um homem chamado Elias para orar pedindo a chuva, e só depois choveu (Tg.5:17,18). Da mesma forma, mesmo tendo profetizado setenta anos de cativeiro para Israel, ele não retirou o povo do cativeiro sem mais nem menos, mas somente depois de Daniel ter orado pedindo isso (Dn.9:2-4).

Em outras palavras, como Deus deu a autoridade da terra ao homem, ele intervém em nosso mundo mediante os homens. Como? Através de duas coisas: oração e ação. O fato de o mundo estar tão ruim deve-se à falta de ambos. Pouca atitude prática, pouca oração efetiva pelo próximo. Consequentemente, pouca intervenção divina.


Mas e os desastres naturais?

Se a culpa do mal no mundo é do homem e não de Deus, então como podemos explicar os desastres naturais? Em primeiro lugar, é importante ressaltar que muitos desses desastres têm influência humana. A desflorestação causada pelo homem causa a redução da biodiversidade, que por sua vez é responsável pela diversidade de genes existentes no mundo e necessária para a produção de medicamentos, alimentos e outros recursos biológicos, além da infertilidade do solo e da diminuição do oxigênio. A poluição das águas causa enormes danos aos organismos vivos e, consequentemente, à cadeira alimentar e à nossa saúde.

A poluição do solo prejudica também a vegetação e os animais, e com a queima da vegetação o terreno fica mais exposto ao sol e ao vento, causando a perda de nutrientes e a erosão do solo. A poluição da atmosfera, por sua vez, causa o aumento da temperatura e provoca asma, bronquite, problemas respiratórios e cardíacos, além de chuvas ácidas e efeito estufa. O aquecimento global altera o ritmo das chuvas e a temperatura ambiente e do solo, além de interferir na umidade do ar.

Muitos grandes desastres ambientais são causados pelo homem[2]. Outros são consequencia da ignorância humana sobre o meio ambiente, desconsideração de alertas, erros de engenharia, má administração, mau planejamento humano. É comum vermos no noticiário que um morro deslizou e matou tantas pessoas que estavam na favela. Mas quem mandou construir uma habitação em cima de um morro, que não foi feito para isso? Na verdade, isso é fruto da má distribuição humana das riquezas, fazendo com que as pessoas menos favorecidas não tenham onde morar e assumam esses riscos. Não é “culpa de Deus”, mas do próprio homem. 

Regiões onde já se sabe que possui encontros de placas tectônicas e grande possibilidade de terremoto (ou tsunamis) não deveriam ser habitáveis. Mas são porque o ser humano não controla a natalidade, nasce muito mais gente do que morre, e consequentemente causa uma superlotação no planeta. São erros estratégicos humanos que são responsáveis por catástrofes naturais, e não culpa de Deus.

A Bíblia também nos diz que a consequência do pecado afetou a própria natureza. Foi por isso que Paulo nos disse que a natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados (Rm.8:19), pois a própria natureza criada será libertada da escravidão da decadência em que se encontra para a gloriosa liberdade dos filhos de Deus (v.21).

Em outras palavras, a própria natureza foi afetada como consequência do pecado, e ela também espera a segunda vinda de Cristo para que todas as coisas sejam regeneradas. Os desastres naturais são apenas mais um modo da natureza atestar ao mundo que está gemendo por causa do pecado humano, e ansiosa pela sua redenção em Cristo. Serve para manifestar visivelmente a grandeza da calamidade que o pecado é, e a grandeza dos desastres que ele é capaz de gerar.

Deus não quis originalmente que nenhum tsunami destruísse cidade nenhuma, que criança nenhuma morresse de fome, que nenhum recém-nascido nascesse com deficiência, mas, com o pecado, entrou a morte: tanto física como espiritual. Todas as tragédias, doenças, deficiências e tudo aquilo que conhecemos como “mal” nada mais é senão o reflexo do pecado humano. E é exatamente por ser tão grande que necessitamos tanto de um Salvador justo que tenha dado sua vida em amor por nós, como o único meio de alcançarmos uma vida eterna onde nenhum efeito do pecado existirá mais, e onde todo o mal causado pelo homem será revertido pelo Filho do homem.


Textos bíblicos dizem o contrário?

Alguns contestam tudo isso se apegando a um texto bíblico que parece dizer que Deus criou o mal. Trata-se de Isaías 45:7, que diz:

Eu formo a luz, e crio as trevas; eu faço a paz, e crio o mal; eu, o Senhor, faço todas estas coisas (Isaías 45:7)

Contudo, o original hebraico possui quatro palavras diferentes para o mal, e nem todas elas representam o mal moral. Aqui a palavra hebraica utilizada é ra, que tem como um de seus significados calamidade[3]. Essa interpretação é ainda mais reforçada pelo contexto, que traça um contraste entre paz e guerra, e não entre bem e mal. Se a tradução correta fosse por mal, o texto estaria contrastando o bem e o mal, e ficaria assim: eu faço o bem e crio o mal. Mas ele está em contraste com paz, o que significa que está no contexto de batalha, pois o inverso de paz é guerra.

Norman Geisler e Thomas Howe acrescentam no Manual Popular de Dúvidas, Enigmas e Contradições da Bíblia:

Na sua forma temporal, a execução da justiça de Deus às vezes é chamada de mal, porque parece ser um mal aos que estão sujeitos a ela (cf. Hb 12:11). Entretanto, a palavra hebraica correspondente a mal (rá) empregada no texto nem sempre tem o sentido moral. De fato, o contexto mostra que ela deveria ser traduzida como calamidade ou desgraça, como algumas versões o fazem (por exemplo, a BJ). Assim, se diz que Deus é o autor do mal neste sentido, mas não no sentido moral[4]

Assim, a tradução mais correta desse verso é aquela oferecida pela Nova Versão Internacional e por outras versões, que diz:

Eu formo a luz e crio as trevas, promovo a paz e causo a desgraça; eu, o Senhor, faço todas essas coisas (Isaías 45:7)

A desgraça (NVI) ou mal (ARA) não é o mal moral, como o pecado, mas a guerra, em contraste com a paz. A Bíblia não é absolutamente contrária à guerra, contanto que seja por uma boa razão. Se os Aliados não tivessem lutado contra Hitler na Segunda Guerra Mundial, provavelmente o mundo teria sido dominado pelos nazistas e seus planos de exterminar todas as raças exceto a raça pura ariana teria sido levado à ação em todo o mundo. Isso é totalmente diferente de dizer que toda guerra é boa, ou de justificar guerras por motivos fúteis como mera conquista territorial ou roubar petróleo do Iraque.


Deus enxugará toda lágrima

Finalmente, devemos sempre lembrar que, embora haja dor e sofrimento neste mundo hoje, chegará o dia em que Deus enxugará toda a lágrima dos olhos deles. Não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem choro, nem dor, porque as primeiras coisas são passadas (Ap.21:4).

Nessa Nova Terra, o pecado e os pecadores serão extintos e nela não entrará coisa alguma impura, nem o que pratica abominação e mentira, mas somente os que estão escritos no livro da vida do Cordeiro (Ap.21:17). Deus só está esperando que a Igreja complete a missão pela qual foi incubida na terra: de ir a todo o mundo e pregar o evangelho a toda criatura, pois é necessário que antes o evangelho seja pregando a todas as nações, e, então, virá o fim (Mt.24:14).

Essa vida é apenas uma passagem, onde temos a chance de fazer bom uso do nosso livre arbítrio e optar livremente por amar a Deus e segui-lo, em obedecer seus mandamentos e cumprir a grande comissão, para, depois, herdarmos a vida eterna na ressurreição dos mortos. Se Deus tivesse criado todos direto no Céu, não haveria a necessidade de crer nEle pela fé. Ele quis estender Seu Reino na Terra, para que nela fiquem aqueles que não amaram suas próprias vidas, mas Aquele que as resgatou e salvou.

Paz a todos vocês que estão em Cristo.

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

(Trecho extraído do meu livro: "As Provas da Existência de Deus")


- Veja uma lista completa de livros meus clicando aqui.

- Acesse o meu canal no YouTube clicando aqui.



[1] O fato de Deus ser onisciente, eterno e atemporal, e por isso saber de todas as coisas que já existiram e que existirão na história humana, não significa que ele é o causador de todos estes eventos. Para ser mais claro, desde quando Deus criou a terra ele já sabia que dois aviões atingiriam o World Trade Center em 11 de Setembro de 2001 causando a morte de milhares de pessoas, mas ele não foi o causador deste evento, apenas permitiu que isso ocorresse. As razões para a permissão é o que é discorrido daqui para frente.
[2] Uma lista de 10 desastres ambientais causados pelo homem pode ser vista neste site: <http://www.em10taque.com/10interessante/10-desastres-ambientais-provocados-pelo-homem/>. Acesso em: 12/11/2013.
[3] De acordo com a Concordância de Strong, 7451.
[4] GEISLER, Norman; HOWE, Thomas. Manual popular de dúvidas, enigmas e 'contradições' da Bíblia. São Paulo: Editora Mundo Cristão, 1999.

2 comentários:

Envie o seu comentário. Mensagens que contenham insultos, agressões ou desrespeito não serão publicadas. Nem insista.

 

Ateísmo Refutado Copyright © 2011 | Template design by O Pregador | Powered by Blogger Templates