quinta-feira, 2 de abril de 2015

Considerações finais sobre a lei de Moisés e o Deus judaico-cristão


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O trecho abaixo é extraído de meu livro: "Deus é um Delírio?"
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Considere a Bíblia em comparação com os demais livros e códigos sociais da época, e a moral cristã com a moral humanista. O resultado é um massacre em favor dos cristãos – apesar que de massacre os neo-ateus entendam bem. A Bíblia é o único livro antigo que, mesmo tendo sido escrito há dois mil anos, condena a escravidão (em especial nas páginas do Novo Testamento), enquanto humanistas ateus como Marx e Engels continuaram em favor da forma mais cruel e desumana de escravidão até em pleno século XIX, mesmo quando os britânicos e outros países já tinham abolido a escravidão!

A lei de Moisés, por sua vez, foi o primeiro código de leis na história da humanidade a criar leis que favorecessem o pobre de verdade, com medidas que iam desde a cessação total das dívidas em sete anos, até a reapropriação de uma propriedade vendida por causa de dívidas ou extrema pobreza. Nenhum código de leis antigo fez algo assim por milênios. Em contraste a isso, os regimes humanistas modernos e recentes nada fizeram para ajudar o pobre. Seu sistema preferido, o socialismo, só resultou em mais fome, miséria e chacina, e fracassou miseravelmente em todos os lugares do mundo onde foi implantado.

Foi um fracasso na União Soviética, um fracasso em Cuba, um fracasso no Camboja, um fracasso na Alemanha Oriental, um fracasso na China e um fracasso na Coreia do Norte, e seu irmão bolivarianismo está levando outros países latino-americanos ao mesmo fracasso. Nenhum pobre melhorou de condição em nenhum regime socialista. Ao contrário: os pobres ficavam sempre mais pobres. Sim, havia igualdade: igualmente na pobreza, na miséria, na desgraça, na fome. As soluções humanistas para “fazer um mundo melhor” só resultaram em genocídio, carnificina, censura, calamidade, opressão e miséria em cada canto do planeta onde foi implantado – e inacreditavelmente ainda há pessoas que defendam este sistema comprovadamente fracassado.

A Bíblia, por seu caráter revolucionário em considerar todos os homens iguais e criados à imagem e semelhança de Deus, serviu e continua servindo de impulso para a superação do racismo no mundo. Todos os grandes líderes mundiais na luta contra o racismo nos séculos passados foram cristãos, e até Dawkins ao citar estes grandes nomes não foi capaz de mencionar um único humanista ateu. Ele tira do nosso lado os nomes daqueles que lutaram por aquilo que ele considera uma conquista deles, dos humanistas ateus. Um flagrante e criminoso caso de desonestidade intelectual. Homens como Martin Luther King e Abraham Lincoln não apenas eram cristãos conservadores, mas eram praticantes e nunca esconderam sua apaixonada devoção a Deus. Eles usaram a moral cristã na defesa dos direitos dos negros e no fim da escravidão no mundo.

A Bíblia também representa um avanço moral gigantesco em relação ao trato com as mulheres. Na verdade, o Cristianismo é a única religião do mundo a lutar pelos direitos da mulher e a valorizá-las, enquanto elas são desvalorizadas e desprezadas em todos os lugares do mundo onde não há Cristianismo ou onde a mensagem do evangelho é pouco difundida. O evangelho cristão é um remédio de vida onde quer que seja espalhado, em qualquer parte do mundo. Os humanistas ateus só podem falar em liberdade e igualdade porque vivem em meio a um povo cristão, historicamente cristão e majoritariamente cristão. É por isso que eles não têm voz no Afeganistão ou na Coreia do Norte.

Os missionários cristãos na Índia até hoje encontram forte resistência, porque a moral cristã é exatamente o contrário daquilo que eles aprenderam no hinduísmo, baseado no sistema de castas. Se você nasceu hindu, morre hindu; se nasceu pobre, morre pobre; se nasceu rico, morre rico; se nasceu servo, morre servo; se nasceu senhor, morre senhor. O conceito cristão de igualdade espiritual de todos os seres humanos é justamente o contrário daquilo que lhes é ensinado naquela sociedade. O fatos de sermos todos iguais perante Deus lhes parece uma afronta. Isso ajuda a perpetuar as desigualdades sociais e os preconceitos, coisas que se tornam menores em cada região à medida em que ela vai se Cristianizando.

Finalmente, é digno de nota que na Bíblia não há nada preconceituoso como predominava na filosofia antiga, ao mesmo tempo em que a Bíblia ia sendo escrita. Os versos que supostamente ensinam o preconceito, como vimos, são grosseiramente tirados de seu contexto, de uma forma criminosa e infame. Se compararmos com a história secular, vemos os maiores pensadores daqueles tempos sustentando explicitamente ideias como que a mulher era um intermediário entre o homem e os animais, ou defendendo a forma cruel da escravidão clássica, ou ensinando a mutilação genital feminina, ou impondo a elas uma série de leis repressivas, ou negando a humanidade ao homem negro, ou declarando que o homem caucasiano é superior e mais evoluído que as demais raças, e filosofias iguais ou piores que essas eram superabundantes para aqueles tempos, e até para séculos mais tarde.

Mas a Bíblia, mesmo tendo sido escrita há um tempo tão remoto, mesmo sendo um conjunto de 66 livros, mesmo tendo sido escrita por 40 autores diferentes e mesmo sendo direcionada a públicos distintos, impressionantemente não possui nenhuma linha racista ou machista. Ao contrário: ela representa tudo aquilo que há de oposto às visões preconceituosas que predominaram por tanto tempo no mundo, e que ainda predominam em alguns lugares.

Sua leitura sempre foi e continua sendo a fonte de inspiração para que missionários viagem o mundo, abandonem a família, percam seus bens e dinheiro e arrisquem suas próprias vidas para ensinar o amor de Jesus e uma mensagem de salvação, igualdade e tolerância, que sempre salvou os mais fracos da opressão dos mais fortes. O evangelho, onde é disseminado, produz vida, na mesma proporção em que o humanismo ateu produz morte – tanto física quanto moral.

Você não vai achar uma única história de um povo sofrendo opressão e sendo liberto por humanistas ateus com uma ideologia ateísta, mas vai achar milhares de casos onde evangelistas cristãos atravessaram o planeta e romperam as fronteiras para mudar a vida daqueles que mais precisavam. O humanista é um bom samaritano sentado em frente à sua TV ou computador, com mensagens profundas e emocionantes no Facebook, mas não move um dedo além disso. Não vê razão para tal. Você não vê “missionários ateus” arriscando a vida para pregarem algo que creiam valer a pena.

O cristão verdadeiro toca o dedo na ferida, dá a outra face à tapa, anda a segunda milha, “morre todos os dias” (1Co.15:31), como dizia Paulo. A ideologia humanista serve para aqueles que não precisam dela. Aqueles que precisam nunca foram ajudados. Somente aquele que vive por um propósito maior pode produzir coisas maiores. Para o humanista ateu, o problema está sempre no outro. O problema está no “burguês”, no capital, nos banqueiros, nos religiosos, nos judeus, nos imperialistas americanos, no capitalismo, no neo-liberalismo, nos cristãos, nos ricos, na classe média, na meritocracia, em Deus. O problema nunca é ele.

O Cristianismo toca na verdadeira causa do mal no mundo: o ser humano. Todos eles. O homem peca porque ele é inclinado para o mal, todos os dias da sua vida. Somos pecadores. É isso o que nos leva a começar concertando a nossa própria vida, para depois tentar mudar o mundo, ao invés de tentar mudar o mundo começando pelo outro – o que nunca deu certo. O humanismo ateu inverte causa e efeito, e por isso nunca conseguiu resolver problema nenhum, nem quando tentou seriamente.

Ironicamente, eles ainda continuam despejando todo o mal em uma palavra endiabrada chamada religião. Dawkins realmente acha que tirando a religião do mundo o problema acaba. É isso que investigaremos no capítulo seguinte. Por hora, creio que elenquei aqui argumentos suficientes para considerar que este ser “ciumento, orgulhoso, controlador mesquinho, injusto, intransigente, genocida étnico, vingativo, sedento de sangue, perseguidor misógino, homofóbico, racista, infanticida, filicida, pestilento, megalomaníaco, sadomasoquista e malévolo” está muito mais para uma descrição do próprio Dawkins do que do Deus cristão[1].

Por Cristo e por Seu Reino,
Lucas Banzoli (apologiacrista.com)

(Trecho extraído do meu livro: "Deus é um Delírio?")


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[1] Dawkins segue à risca a regra de Lenin:  “Acuse-os do que você faz, xingue-os do que você é”.

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